quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Pérolas # De que tamanho é o teu coração?

Adoro (boa) publicidade.

Adoro a publicidade de Natal e estou sempre na expectativa para ver o que algumas marcas preparam. 

Vodafone voltou a brilhar. 

“De que tamanho é o teu coração?" 


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Está bonito, está!


Todos os dias há histórias para contar destas duas Estrelinhas.

É maravilhoso ver o desenvolvimento diário, como estão a evoluir na interação connosco e entre eles.

O “naná”, que tem a chucha agarrada, da Estrelinha D. estava no chão da cozinha. Eu digo-lhe para o apanhar do chão e dar-me para passar por água. Ele, que já começa aos pouco a obedecer e a reagir aos nossos pedidos, vai buscar e dá-me. Passo por água e dou-lhe. Coloca na boca e vai à vida dele para a sala.

A Estrelina C. estava na plateia a assistir e de repente vai a correr para a sala. Nada anormal. Desvalorizei. Quando me vou a dirigir para a sala, onde já estavam os dois, ela vem a grande velocidade para a cozinha.

Fico atenta para ver o que vai fazer e vejo que se coloca em frente à banca, com o braço esticado e diz:

- Manhêêê…..”pé”…naná Mimi.

Pronto, e com razão, também tive de passar a chucha dela por água. Lavo, entrego-lhe e ela retribuiu com uma gargalhada deliciosamente marota.  

Estas pequenas coisas ajudam a começar melhor o meu dia.



sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Está bonito, está!


De manhã, como todos os dias, sento-os nas espreguiçadeiras a ver BabyTV para beberem o leitinho.

Quando chego com os biberões é sempre uma festa. 

Hoje, quando me aproximo, a estrelinha C. continuou a olhar para a TV com aquele sorriso matreiro.
Eis que lhe faço:
- Psiu, psiuuu…!!!!
Sem tirar os olhos da tv, ela sorri, tira a chupeta e estica o braço. Mesmo à lady.

Olho para o outro lado e digo:
- Leitinho, meu príncipe?
Ele tira a chupeta e diz:
- Mamã(há uma semana que me chama assim e com um ritmo delicioso), psiu…psiuuu….

É isto. Aprende. O que fazes a um, tens de fazer ao outro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

"A tua falecida mãe"




Há expressões que não gosto. Esta é uma delas.

Quem o diz não o faz por mal, até o meu pai já me disse, mas é como me dar um “murro no estômago”.

É chamar-me à realidade.

Realidade que todos os dias tento esquecer, apesar de todos os dias sentir a falta dela.

Já passou quase um ano e continua a ser difícil. A doer como uma ferida por curar.

Tantas as vezes que olho para as estrelinhas e penso na alegria que ia sentir. Na vaidade que ia ter ao ouvir que a C. “é igual à avó”. Nas gargalhadas que ia dar ao ver a felicidade e as asneiras deles. Na estragação com os mimos e vontades.

Não há tristeza maior que saber que eles não vão ter memórias com a avó. Que não vão ter a honra de a conhecer pessoalmente.

Mesmo assim vai fazer parte da vida deles. Já faz!

As estrelinhas vão saber a pessoa maravilhosa que a avó foi.  

Enquanto eu cá andar será eterna.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Estrelinhas # É só mais uma fase...




As Estrelinhas sempre tiveram diferentes formas de adormecer. Por essa razão, cada um dorme no seu espaço, desde recém-nascidos. Já houve momentos que a Estrelinha D. adormecia melhor e a mana não, assim como o inverso. Cada um tem as suas manias e nós já estamos familiarizados com elas.

Ultimamente não tem sido fácil. Andam a dormir menos tempo nas sestas e estão a fazer menos sestas por dia. Principalmente a menina. Confesso que não me importava muito, porque chegava à noite exausta e adormecia bem. Muitas vezes era colocá-la na cama e pouco tempo depois já estava a dormir. Fazia a noite toda. Um espectáculo. 

O mano sempre foi mais difícil de adormecer, temos de estar com ele, fazer festinhas e muitas vezes durante a noite acorda para vir para a nossa cama. 

Na última semana, não sei se apanhou algum susto, que eu acho que sim, a Estrelinha C. não fica na cama dela, só quando está a dormir ferrada. Está na espreguiçadeira a dormir, às vezes a choramingar de contrafeita e de sono, pego nela para a levar para o quarto e mal faço o gesto para a deitar na cama agarra-se a mim a chorar. Já não fica. Volto com ela para a espreguiçadeira, muitas vezes meia dormente, e começa tudo do zero. Isto 3,4 e 5 vezes. Com o mano acordado a chamar mim.

Estou muitas vezes sozinha com eles à noite, o que dificulta todo este processo. A solução tem sido adormecê-la na nossa cama, muito contra as minhas convicções iniciais, que a faz logo sorrir de satisfação, e quando está mesmo num sono profundo levo-a para a cama. Ao longo desta semana também já acordou durante a noite e tenho de a levar para a nossa cama.

Não está fácil. Já tivemos noites com a ocupação máxima, ou seja, os dois no nosso meio. Ainda bem que a nossa cama é XXL.

Dizem os mais entendidos que são fases. O crescimento das crianças vive de fases. Ao que parece são tudo fases passageiras. 

Com este vai e vem adormecem mais tarde, consequentemente eu também. 

Pronto…..é acreditar que é mais uma fase!

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Estrelinhas # Birras ao quadrado


As estrelinhas estão com 17 meses.

A estrelinha D. iniciou a fase das birras há algum tempo, já fez algumas bem feias e nada fáceis de controlar. A mana, que cheguei a gabar por não as fazer, está a iniciar. Bate com os pés no chão, chora com lágrimas gordas, esperneia e até já foi ao chão.

Ignoro. Acaba por fazer o “beicinho” e vir ter comigo.

Gerir a birra dos dois ao mesmo tempo não é fácil, principalmente quando estou sozinha.
Paralelamente à birra, e como era de esperar, estão cada vez mais curiosos. Tudo lhes chama a atenção e querem mexer em tudo. Já começam a perceber quando estão a fazer asneiras. Já testam o limite e já pisam o risco.

Repreendo, digo vezes sem conta o “não”, o “ahhhh”, a palavra “asneira”, mas agora reagem sem medo. Parece que já gozam e começam a rir. Pior. Quando um está a fazer a asneira e repreendo, o outro vai fazer exatamente o mesmo e olha para mim à espera da minha reação. Já levaram palmadas de amor e até fazem o movimento com a mão “tautau”. Explico, mesmo que ainda não me entendo, o que estão a fazer mal.

Confesso que tenho receio de não estar a fazer correto, de estar a repreender um mais que o outro.

Detesto ver crianças a fazer birras. Geralmente, os pais são logo “olhados de lado” e com recriminação.

Depois temos os momentos fofice. Ouvir repetidamente a palavra “maaanhêêêê” e sentir a ternura das suas vozes derretem logo o meu coração (e de quem está ao lado). A “luta” constante pelo meu colo e pelo meu aconchego fazem de mim a pessoa mais especial do mundo. Mesmo que seja apenas do mundo deles.

Num abraço tento encaixar os dois e peço para estes momentos não terem fim.   


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